De onde vêm os nomes dos nossos crepes?
Você sabe que o nosso cardápio está repleto de nomes com muita personalidade, muita arte e muita história.
Venha passear por essa deliciosa galeria de personagens da ficção e da vida real e saber um pouco mais sobre cada um deles.
*Tom Jobim
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, ou Tom Jobim, foi compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. Sua genialidade nos deu Garota de Ipanema, uma das canções brasileiras mais tocadas em todo o mundo, Águas de março, e uma lista enorme de outras composições consagradas. Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de Janeiro de 1927 e falaeceu em Nova Iorque, onde viveu por muitos anos, em 8 de Dezembro de 1994.
É um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores do movimento da Bossa Nova. Está entre os melhores representantes da música brasileira na segunda metade do século XX, sendo praticamente uma unanimidade entre críticos e público, quanto à de qualidade e sofisticação de suas criações.
*Capitu
Capitolina, ou Capitu, é uma personagem do romance Dom Casmurro, editado em1899, escrito por Machado de Assis (1839-1908), autor considerado por muitos críticos brasileiros e estrangeiros como o maior escritor brasileiro de todos os tempos.
Os textos de Machado de Assis tem como marcas registradas a erudição, a ironia e a sutileza na construção de personagens e situações.
A personagem Capitu penetrou no imaginário coletivo como tipo feminino, dando origem a inúmeros estudos psicológicos e literários. Foi pelos olhos que Capitu se consagrou: “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”, segundo José Dias, o agregado da casa, e “olhos de ressaca” segundo o parecer do marido ciumento, o Bentinho, vulgo Dom Casmurro, que os percebia diferentes conforme as circunstâncias.
A pergunta que ainda aflige curiosos admiradores da obra de Machado é: “Capitu traiu ou não traiu Bentinho?”.
A resposta não importa. Falam mais alto o estilo e a ambiguidade sabiamente arquitetadas pelo autor.
*Marlon Brando
Marlon Brando, Jr. foi um actor norte-americano, considerado um dos maiores atores de língua inglesa de todos os tempos, adepto do estilo realista de interpretação conhecido como Método Stanislavski.
Nascido em Omaha, Nebraska, no dia 3 de abril de 1924, Brando começou a chamar atenção na peça de Tennessee Williams, Um Bonde Chamado Desejo. Seu estilo de interpretação, caracterizado pela economia de gestos, palavras e por um magnetismo incomum, consagrou-se no filme, Espíritos Indômitos, em 1950. Esta produção contava a história de um veterano da Segunda Guerra Mundial ferido em combate, angustiado por estar preso a uma cadeira de rodas.
Ganharia o primeiro oscar com o filme Sindicato de Ladrões/Há Lodo no Cais 1960, dirigido por Elia Kazan. Brando se mostra um grande ativista nos anos 60, tendo participado de manifestações públicas em favor do Direitos Civis e dos Direitos dos Indígenas, campanha que o levou a recusar um oscar no início da década seguinte.
O auge do sucesso e da fama veio nos anos 70, com O Poderoso Chefão/O Padrinho e Último Tango em Paris, entre outros, tendo sido premiado com dois Oscars pela Academia de Hollywood. Sua interpretação de Don Vito Corleone rendeu ao personagem o título de "maior vilão da história do cinema".
Viveu trágicos problemas familiares e faleceu em Los Angeles, em 1º de Julho de 2004.
Robert Allen Zimmerman, conhecido como Bob Dylan, é um cantor e compositor americano. Nascido em Minnesota, em 1941, neto de imigrantes judeus-russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho.
Embora sempre tenha recusado o rótulo de "cantor de protesto", suas músicas abordam as grandes questões de seu tempo: racismo, guerra fria, guerra do Vietnã e injustiça social. Tornou-se, por suas composições e estilo irreverente, uma referência entre os jóvens na década de 60 e também nos anos 70. E porque não dizer até hoje?
Dylan já lançou mais de 45 álbuns desde 1962, quando gravou seu primeiro disco, Bob Dylan, dedicado ao folk tradicional. Seu segundo álbum, The Freewhellin (1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com o hit Blowin' in The Wind (Escuta a voz do vento), que se tornou um hino do movimento pelos direitos civis.
*Barbarella
Saborosa coincidência! Barbarella está fazeno 40 anos. Barbarella é um personagem de histórias em quadrinhos adultos, criada em 1962 pelo ilustrador e escritor francês Jean Claude Forest.
Aventureira espacial com pendores ninfomaníacos, do século XL, que usa o corpo e a sexualidade para conquistar e derrotar seus oponentes, Barbarella escandalizou a França quando de seu lançamento em livro ilustrado e chegou a ser proibida. Aos poucos, entretanto, conquistou o país e a partir daí espalhou-se pela Europa e pelo mundo, tornando-se uma espécie de ícone do movimento feminista dos anos 60, um James Bond futurista de saias.
Levada às telas de cinema pelo diretor Roger Vadim em 1968, Barbarella virou um filme cult extremamente popular e transformou a atriz americana Jane Fonda, que a interpretou, no símbolo sexual da época.
Barbarella, aos 40, mais madura e sábia, sempre sensual, talvez encarne um poderoso ícone, incorporando a ousadia e a batalha da mulher dos dias atuais, por uma identidade cada vez mais exuberante e respeitada.
Na semana do dia 8 de março, dia internacional da mulher, venha degustar Barbarela no Crepe au Chocolat. Uma feliz comemoração.
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CHOCOLATE
Você sabia que cerca de uma tonelada de chocolate por mês são consumidas nas duas lojas do Crepe au Chocolat e no Crepe au Chocolat Delivery?
Pois é isso mesmo. Dizem as pesquisas que o chocolate faz bem ao coração. “Substâncias presentes no cacau, os flavonóides, ajudam a combater a oxidação da circulação sanguínea, melhorando a saúde das artérias e do coração”, é o que informa o site www.planetaorganico.com.br/saudchoco.htm
Sabe que até a colonização da América o resto do mundo desconhecia as delícias do chocolate? Dizem que o imperador asteca, Montezuma, cuidava sempre de beber a sua boa dose de chocolate antes de entrar no seu harém. O chocolate não apenas tornava mais alegres os dias do grande Montzuma, mas continua trazendo alegria aos nossos dias, mesmo que não tenhamos que dar conta de um harém. Nossas muitas atividades diárias, de todo modo, quase nos tiram o fôlego, e o chocolate vai muito bem em muitos momentos.
Os Maias e os Astecas utilizavam as amêndoas de cacau para fazer a bebida maravilhosa que chamavam de Xocolatl, muito antes da chegada do espanhol Hernando Cortez, por volta de 1500. Lendas diziam que o cacau havia surgido no paraíso, pois quem o bebesse ganhava poder e magia.
CREPE BIRTHDAY PIONEIRO
Você sabia que o Crepe au Chocolat foi pioneiro ao oferecer um crepe como cortesia aos aniversariantes? Essa promoção, que existe no Crepe ao Chocolat desde 1994, foi sugerida por um cliente muito querido, Eurico, consultor de empresas, que acabava de voltar de uma viagem aos Estados Unidos, onde viu uma promoção semelhante numa lanchonete.
Hoje, mesmo imitado por muitos estabelecimentos, nosso Crepe Birthday é diferenciado e faz parte da nossa história.
SALADAS E CHOCOLATES TAMBÉM
Você sabia que o Crepe ao Chocolat oferece além de 50 variedades de crepes, também deliciosas saladas nos tamanhos tradicional e petit?
E que no Crepe au Chocolat tem chocolates quentes e gelados feitos com licores, amêndoas, morango e outras delícias, que nenhum outro lugar da cidade oferece?
Você sabia que há uma exposição dos desenhos e pinturas do ilustrador Fernando Lopes no Espaço-arte do Crepe au Chocolat, e que durante este ano vamos realizar outras ótimas exposições?
CREPE COM POESIA
Nosso forro americano, que vocês podem encontrar nas lojas do Crepe au Chocolat, traz o fragmento de um poema intitulado "Instantes", muitas vezes atribuído ao escritor argentino Jorge Luís Borges, erroneamente.
Quem já leu Borges, esse escritor maravilhoso, que eu considero imperdível, percebe que seu modo de escrever é mais sofisticado do que o que encontramos nesse poema.
Quem quiser saber mais sobre esse equívoco, pode entrar no Google e procurar por Jorge Luís Borges Instantes autoria negada.
Mas vejamos. Essa confusão não ofusca a beleza desse belíssimo texto que transcrevemos na integra:
POEMA INSTANTES
AUTOR DESCONHECIDO
"Se eu pudesse novamente viver a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido. Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. Seria menos higiênico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvetes e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e profundamente cada minuto de sua vida; claro que tive momentos de alegria. Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente de ter bons momentos. Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos; não percam o agora. Eu era um daqueles que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e, se voltasse a viver, viajaria mais leve. Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono. Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente. Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo"